Órbita cemitério

RIP Satélite

Por conta da enorme quantidade de objetos na órbita de nosso planeta, cerca de 150 mil com mais de 30 cm, foi necessária a criação de uma ‘órbita cemitério’, onde restos de espaçonaves são depositados.

O procedimento tem como objetivo minimizar as chances de ocorrerem colisões de satélites ‘mortos’ com os ainda em funcionamento, o que poderia gerar ainda mais detritos.

A órbita de descarte se encontra acima das órbitas síncronas, aquelas onde um satélite ativo está sempre no mesmo ponto em relação à Terra.

As empresas que enviam satélites se comprometem a deposita-los no cemitério quando sua vida útil vence, porém muitos deles não obtêm sucesso, até porque muitos dos dispositivos não respondem mais aos comandos após certo tempo.

Por que não trazer os satélites de volta?

 

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Deixá-los em uma órbita cemitério está longe de ser uma solução eficaz, então por que simplesmente não traze-los de volta?

Bom, este é um antigo problema e especialistas tentam achar soluções desde os anos 80.

Existem alguns conceitos sendo estudados pela ESA, como por exemplo uma espécie de vela, que empurraria os satélites antigos de volta à Terra usando a força da radiação solar, da mesma forma que o vendo faz com as velas de barcos.

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Assim que o satélite atingisse a Terra sua descida seria controlada e possivelmente seria depositado em um ‘cemitério’ de espaçonaves no meio do oceano Pacífico.

Fonte:[Gizmodo]

Mariana Fonsati

Estudante de Engenharia Civil, estagiária e professora de Inglês. Ama os animais, astronomia e música. Co-fundadora do Respiramos Ciência

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